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O orçamento de obras é a etapa do projeto que mais tira o sono dos profissionais do setor. A tarefa pode até parecer simples, mas com tantas variáveis, cálculos e cenários diferentes, o resultado é uma indústria na qual ​mais de 60% das empresas​ contaram com ao menos um projeto com orçamento extrapolado em 2016.

Em uma mercado que está se reaquecendo aos poucos, a última coisa que qualquer construtora deseja é perder o controle dos custos de suas obras. Confira a seguir 6 dicas que separamos para ajudar a melhorar o orçamento de obras da sua empresa:

1. Priorize o detalhamento dos custos

Para assegurar a precisão do orçamento de obras, é fundamental garantir o detalhamento máximo dos custos envolvidos. Para compor o custo unitário de um serviço, é bastante comum adotar valores médios de custos com produtividade e de utilização de materiais e equipamentos. No entanto, estes valores precisam ser atualizados com frequência, já que a mão de obra, os materiais e os objetivos de lucratividade da construtora mudam com o passar do tempo.

Este detalhamento e aproximação de custos ajuda a empresa a trabalhar com valores mais compatíveis com os reais custos da obra, evitando surpresas e gastos extras que comprometam o fluxo de caixa.

2. Faça a composição de custos

Os custos diretos de uma obra se referem aos gastos que estão diretamente relacionados os serviços a serem executados – como materiais e insumos, equipamentos e mão de obra. Para determinar o valor dos custos diretos, é necessário realizar uma composição de custos, que deve mostrar, de forma detalhada, todas as quantidades e índices relativos a estes serviços.

Existem tabelas de composição de custos prontas, mas muitas empresas acabam criando a própria composição com base na realidade de obras passadas e nas condicionantes locais. Alguns fatores – como o cálculo de produtividade em cada serviço, por exemplo – irá depender do tipo e extensão da obra, além das condições logísticas e de trabalho oferecidas à mão de obra.

3. Não ignore as variações do mercado

A burocracia que envolve a permissão para execução das obras – e até alguns processos internos da própria construtora – contribuem para que muitas obras só tenham início bem depois do prazo previsto.

Além da falta de comprometimento com os clientes, este atraso acarreta em outras consequências: a desatualização dos orçamentos e estimativas iniciais, já que a flutuação da economia impacta diretamente o custo de materiais, mão de obra, aluguel de equipamentos, compra de terreno, entre outros. Por isso, as possíveis variações do mercado devem estar previstas desde o começo no orçamento, pois a empresa precisa ter um fluxo de caixa capaz de manter as atividades da obra em diferentes cenários econômicos.

Parece pouco provável, mas alguns acontecimentos como eleições regionais ou presidenciais, greves ou aumento na tributação de insumos importados podem ter grande influência sobre o custo final das obras e, consequentemente, no preço de venda do empreendimento.

4. Não esqueça dos impostos

Em 2017, os brasileiros pagaram cerca de ​R$2 trilhões em impostos​ embutidos nos mais diversos produtos e serviços – inclusive os relacionados ao setor da construção civil.

Neste caso, a única saída é se planejar ao máximo possível para que os impostos não comprometam o andamento do projeto. Dentro do orçamento, insira também os impostos relacionados à compra de materiais, licenciamento, taxas municipais, serviços terceirizados e até mesmo aos encargos relacionados à contratação de mão de obra.

Também é importante lembrar que estes valores mudam periodicamente – por isso, para uma obra com mais de dois anos de duração, por exemplo, é necessário aumentar os valores relacionados aos funcionários contratados, de acordo com o reajuste no salário mínimo previsto para cada ano.

5. Leve em conta os imprevistos no orçamento de obras

Mesmo com um planejamento ativo e cuidadoso, o ambiente de trabalho da construção civil é suscetível a ​imprevistos diários​. Pode ser uma empreiteira que orçou um valor e acabou cobrando outro, um material que precisou ser trocado por outro mais caro, a contratação de mais trabalhadores ou uma etapa da obra que levou o dobro do tempo previsto para ser concluída.

Por isso, é indicado adicionar ao orçamento ao menos 20% a mais do valor calculado inicialmente, para que situações como essas não causem prejuízos ou gastos extras para a construtora.

6. Aposte na tecnologia BIM

A Tecnologia BIM (​Building Information Modeling) é capaz de reunir em um único ambiente o desenho virtual tridimensional do empreendimento e as informações quantitativas necessárias para a sua construção. Quanto o tamanho de um elemento construtivo é alterado, por exemplo, as quantidades necessárias para a execução daquele item são automaticamente atualizadas, mantendo todos os componentes em sincronia.

Dessa maneira, é possível ter uma visão integrada do projeto, com maior precisão no que diz respeito aos materiais necessários e a quantidade exata de cada um. As empresas que utilizam BIM acabam tendo benefícios em diferentes etapas do projeto, como cronograma, análise de risco, estimativas e orçamentos.