16 fevereiro 2018

Arquitetura

Trabalhar no Exterior: 5 dicas para ser um profissional campeão

Original de Buildin
Computador com texto Workhard Anywhere
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Se você acompanhou nossa série de postagens sobre trabalhar no exterior, sua vontade de trabalhar em outro país deve ter aumentado consideravelmente. Você já viu o que deve saber antes de ir, também quais países tem mais vagas para engenheiros e as principais dicas, de quem teve essa experiência, para engenheiros e arquitetos.

Mas e quem está lá fora trabalhando? Qual a percepção desses profissionais sobre fazer uma carreira internacional?

De que forma você, estudante ou formado, pode iniciar seu caminho de sucesso trabalhando no exterior?

Para responder a essas perguntas, o Buildin entrevistou três profissionais que trabalham no exterior: Alex Lira, Engenheiro Civil, Camila Groff, Arquiteta, e David Col Debella, Engenheiro Civil e Administrador de Empresas.

Antes de começar, use 1 minutinho para se inscrever no Webinar “Trabalho no Exterior” que acontecerá dia 20/02, às 12h. Não perca a chance de tirar as suas dúvidas.

1 – Dominar a língua local

Trabalhar em outro país: Foto da imagem de uma rua tradicional em Osaka, no Japão

Photo by Denys Nevozhai on Unsplash

Parece óbvio dizer que deve-se falar a língua local, não? De acordo com os nossos entrevistados, esse é um dos pontos cruciais para entrar no mercado de trabalho no exterior.

Não adianta somente ter um conhecimento básico da língua, tem que dominar também os jargões técnicos, saber conversar com diferentes tipos de profissionais e, além disso, saber se vender em uma entrevista.

Qualquer profissional, atualmente, deve saber pelo menos o inglês, muitos dos programas utilizados para atuar nas áreas de engenharia e arquitetura utilizam essa língua como base, por exemplo:

Modelo do Visual Arq

Fonte: divulgação VisualArq

Se você não domina nem o básico, há possibilidade de fazer um intercâmbio e estudar a língua. Para países que falam o inglês, existem muitas agências especializadas que fazem essa ponte. E você pode ir conhecer o país e aprender a língua, já aproveitando a oportunidade para desenvolver-se e seguir as dicas quatro e cinco.

2 – Ser um profissional multidisciplinar

canivete suíco com ferramentas à mostra

Fonte: Divulgação

Como já vimos nos posts anteriores, saber somente a língua não é suficiente. É preciso diversificar suas experiências, mostrar múltiplos interesses. São pontos que chamam muito a atenção dos recrutadores lá fora.

De acordo com David Col Debella, é necessário fugir do academicismo comum na área acadêmica no Brasil. Profissionais reconhecidos e procurados são aqueles que têm experiências em outras áreas também (remuneradas ou não), como lideranças comunitárias, por exemplo.

Uma das formas de diversificar é ir atrás de diferentes projetos enquanto ainda está estudando. Ou seja, buscar iniciativas que aceitem a colaboração de novos profissionais ou em formação, mostrar disposição e vontade de aprender.

Alex Lira conta que procurou estágios não-remunerados em muitos lugares fora do Brasil, inclusive na Irlanda, famosa pelas oportunidades para brasileiros, mas não conseguiu.

Encontrou na ONU a oportunidade de trabalho que buscava, pois a entidade valoriza a diversidade multicultural. Assim, passou 1 ano trabalhando em gestão de projetos de infraestrutura na Dinamarca. Após isso, conheceu Nova Iorque e Miami, e foi para os EUA, onde abriu uma empresa especializada na Gestão de Projetos. Alex conta, também, que o espírito empreendedor também é muito valorizado lá fora, principalmente nos Estados Unidos.

3 – Ter experiência em projetos internacionais

Cruzamento de várias vias em Shangai, na China

Photo by Denys Nevozhai on Unsplash

David Col Debella é assertivo: “não adianta ficar mandando currículo do Brasil, não vai funcionar”. O engenheiro afirma que, assim que se entra na faculdade, já tem que se pensar no futuro fora do Brasil.

Para isso, deve-se envolver em pesquisas, estágios, projetos extracurriculares que proporcionem uma experiência ou uma diversidade que somente a academia não dá conta. É necessário desenvolver pesquisas, trabalhos de extensão, pois isso é valorizado no exterior.

Uma das formas mais simples é buscar intercâmbio, tanto os proporcionados pelas instituições como aqueles em que agências mediam o processo.

Uma dos exemplos mais conhecidos é a Association Internationale des Etudiants en Sciences Economiques et Commerciales (AIESEC), voltada ao empreendedorismo, engajamento profissional e a vontade de fazer a diferença. Com a AIESEC, você terá oportunidades de ir trabalhar em uma empresa internacional, se engajar num estágio em uma Startup ou até mesmo fazer trabalho voluntários através dos pólos em diversos países.

Essas experiências irão proporcionar oportunidades para que você possa desenvolver a sua rede de contatos, tema do próximo tópico.

4 – Fazer Networking

Pessoas conversando sentadas em uma mesa

Photo by Jessica Sysengrath on Unsplash

Ter uma rede de contatos não se resume a adicionar todos que você conhece no LinkedIn ou, ainda, se autopromover para todos que você conhece. Networking é entregar valor para as pessoas, é fazer marketing pessoal, nutrir a sua rede.

O Networking pode ser pessoal ou online, usando o LinkedIn, por exemplo. Mas você tem que desenvolver uma rotina estruturada para que isso funcione.

O que você tem para oferecer de melhor aos seus contatos? Como você pode ajudá-los? Qual o seu objetivo?

Saber responder a essas e a outras perguntas é importante para entender se o seu networking está sendo feito de forma adequada. Uma das virtudes que quem faz networking deve desenvolver é a paciência.

Só assim será possível perceber as nuances das relações dentro da sua rede de contato e poder aproveitar o máximo possível daquilo que os outros terão para te oferecer.

5 – Investir em si mesmo

Computador sobre a mesa com o texto Do more na tela

Photo by Carl Heyerdahl on Unsplash

Talvez essa devesse ser a dica número 1! Quando você decide investir em si mesmo, as possibilidades ganham amplitude e você consegue perceber caminhos pelos quais seguir.

Por mais que seja caro se especializar ou fazer um intercâmbio no exterior, é uma forma de fazer contatos, conhecer pessoas estratégicas e ter oportunidades para mostrar o profissional que você é.

Se você seguir as outras quatro dicas estará investindo em si mesmo. É importante buscar sempre oportunidades de crescimento pessoal e profissional, desenvolvendo suas habilidades interpessoais, seu currículo e mostrando que veio não para “somar”, mas sim, para “fazer a diferença”.

As dicas que os nossos entrevistados deixam para quem pretende trabalhar em outro país:

David Col Debella

“Se eu fosse dar uma dica seria tentar conseguir fazer uma pós nos EUA – ou outro país, para facilitar começar a trabalhar. É caro fazer um curso, com hospedagem, mensalidade do curso… é um investimento alto. Mas vale a pena ficar de olho em bolsas de estudo que podem ajudar nesse processo…”

Alex Lira

“Por que você não veio antes? Diminua suas expectativas, “meta a cara” mas não seja tão ansioso, as coisas não acontecem tão rápido… Você precisa “ralar” muito, trabalhar em outras áreas e, aos poucos, ir entrando na sua…”

Camila Groff

“Construa um network diversificado e disponibilize seu currículo para headhunters internacionais.”

Comece a investir agora mesmo em você! Inscreva-se no Webinar Gratuito “Trabalho no Exterior” que o Buildin preparou para você, será no dia 20/02, às 12h!

 


Foto do Autor

Autor
Rubens Rozsa Neto

Mestre em Marketing e Estratégia nas Organizações (UFSC)

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