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A sondagem da indústria da construção de agosto, divulgada no último dia 28 pela FGV, registrou alta de 1,5 ponto. Com isso, o índice de confiança da construção chega a 76,1 pontos e consolida três meses consecutivos de melhora.

Chama a atenção o fato de o índice de confiança da construção ter sido puxado pelos dois elementos que o compõe. O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 2,3 pontos, chegando a 87,4 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,7 ponto, para 6501 pontos.

Conforme pontua Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da entidade, o fato de os dois índices terem melhorado é positivo. “Indica que o pior da crise ficou pra trás”.

Entretanto, ela salienta que os dados ainda não são suficientemente consistentes para afirmar que a construção civil está num novo ciclo de crescimento. “Apesar de o índice melhorar há três meses, ele ainda está muito baixo”, salienta.

A sensação, de acordo com ela, é que o setor ainda patina no fundo do poço, embora não esteja afundando mais.

Índice de confiança da construção aponta estabilidade difusa

Outro ponto para o qual Ana Maria Castelo chama a atenção é o fato de as altas do índice apontarem para causas diversas. Ora o crescimento é puxado pelas obras viárias, ora por obras de arte, por exemplo. “Não dá pra dizer que a alta é puxada por um fato em específico. Há uma melhora, mas isso ainda não garante o surgimento de um novo ciclo”, comenta.

De acordo com ela, os investimentos esperados com a mudança de governo ainda não terem se concretizados é um dos fatores que retêm a retomada. Além disso, ela cita o contingenciamento do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), o MCMV (Minha Casa Minha Vida) em ritmo aquém do esperado. Por outro lado, há expectativa sobre a realização de leilões e a economia dando sinais de melhora. “Dá um alento de que a perspectiva é de melhora, mas entre saber que o pior já passou e o crescimento há um espaço”, pondera.

Retomada lenta

Ainda que o potencial de retomada esperado a partir da realização dos leilões se comprove, há um intervalo de tempo até que isso seja sentido no nível de atividade, explica Castelo. O importante, pontua, é que o ambiente macroeconômico mudou. Consequentemente, as empresas estão começando a se preparar para a melhora”, analisa.

Com o cenário ainda pautado por muitas incertezas, Castelo acredita que “o melhor que pode acontecer é seguir no passo lento, mas pra frente”. Ou seja, a perspectiva pode ser considerada otimista pelo fato de não haver previsão de reversão de expectativas ou queda de atividade.

Acesse a íntegra da Sondagem da Construção da FGV!

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