14 janeiro 2019

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Construsummit 2018: BIM diminui fragmentação da informação na indústria construção

Original de Buildin
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O BIM (Building Information Model, ou Modelo da Informação da Construção, em português) foi tema do Construsummit 2018! O tema foi abordado na palestra ministrada pelo gerente de Desenvolvimento de Negócios da Brasoftware Informática, Tiago Ricotta.

Ricotta, entrevistado pelo Buildin sobre a metodologia BIM, comparou a indústria de software com a da construção civil. Para tanto, destacou que a primeira possui alto grau de interconexão entre profissionais. Enquanto isso, a segunda apresenta uma conectividade totalmente dispersa.

Construsummit 2018 - 11.29.18. Sala B (1386) - Tiago Ricotta - BIM

“A fragmentação da informação no seu processo construtivo é um dos principais problemas enfrentados pela indústria da construção civil”, afirma Ricotta, O sistema BIM pode ajudar nesse sentido já que se trata basicamente “de um processo de trabalho onde as pessoas precisam ser mais colaborativas e comunicativas”.

O BIM é um dos vetores da transformação pela qual o setor de construção civil precisa passar e não a salvação, de acordo com Ricotta. Nesse sentido, o BIM deve fazer parte de uma estratégia digital composta por quatro etapas: a definição do caminho a ser traçado; a criação do modelo de negócio; facilitadores; e orquestração.

Potencial transformador do BIM na construção

Ricotta sugere 10 passos a serem seguidos pelas empresas do setor para a utilização adequada do BIM. O primeiro é definir os objetivos com o uso da tecnologia.

Posteriormente, deve-se revisar os contratos. É preciso também ter o apoio diretivo, convencer os diretores de que o BIM é um investimento e não um custo.

O quarto passo é criar uma cultura de colaboração. “Não ter medo de enviar o arquivo para a pessoa responsável pela próxima etapa do projeto”. Criar a cultura do registro – já que profissionais deixam as empresas – é o próximo passo.

A sexta etapa é pensar diferente de quando se utilizava a ferramenta antiga de design de projetos. “Por quê seguir os mesmos processos integrantes e formas do trabalho do CAD se temos uma tecnologia disruptiva nas mãos?”, questiona Ricotta.

Limitar a modelagem também é uma importante fase. “A indústria da construção não é a indústria da manufatura. Não é porque se consegue modelar até um parafuso que se deve fazer isso”, diz.

O oitavo passo é entender que há diferentes visões de BIM (para a construtora e para o escritório). “As necessidades são diferentes, mas os resultados devem ser compartilhados”, afirma.

Por fim, sugere o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Brasoftware, o importante é iniciar a realização de projetos com o BIM e não desistir quando surgirem as primeiras dificuldades.

Perspectivas brasileiras para adoção do BIM

A respeito das oportunidades para um maior desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil, Ricotta cita a assinatura por parte da presidência da República, em 18 de maio de 2018, da Estratégia BIM. A finalidade é implantar a tecnologia em obras públicas e disseminação em rede nacional até 2028.

Com esse plano, o governo pretende em 10 anos: aumentar em 10% a produtividade das empresas da construção civil; reduzir os custos em 9,7%; aumentar em 10% a adoção do BIM a 1% do PIB da construção civil; e elevar em 28% o PIB da construção.

Construsummit 2019

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Autor
Bruno Moreira

Jornalista

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