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Percebo que dimensionar o canteiro de obras é um problema para muita gente. Primeiro porque muitas vezes o orçamentista não tem noção do tamanho do efetivo da obra; segundo porque o dimensionamento do mobiliário e das instalações de vivência não segue um roteiro; e terceiro porque as empresas não têm o hábito salutar de registrar o tamanho e o custo do canteiro das obras passadas, ou seja, o orçamentista não se beneficia da experiência pregressa da construtora.

 

Cálculo do efetivo médio da obra

O processo que mostro a seguir é um roteiro para dimensionamento expedito do efetivo médio da obra. A maneira correta, registre-se, é a partir do total de homem-hora da obra, obtida da Curva ABC de Insumos (isto está bem explicado em meu livro Gestão de Custos de Obra). Suponhamos, contudo, que você só disponha da planilha orçamentária. Um exemplo simples é dado abaixo:

a) 10% para pavimentação asfáltica;Tomaremos como referência os parâmetros adotados pela Instrução Normativa SRP 03/2005 (com a nova redação dada pela IN SRP 20/2007), que trata de retenções previdenciárias, para cálculo do custo da mão de obra direta (MOD) em cada categoria de serviço:

b) 15% para terraplenagem, aterro sanitário e dragagem;
c) 45% por cento para obras de arte (pontes ou viadutos);
d) 50% para drenagem;
e) 35% para os demais serviços realizados com a utilização de equipamentos, exceto os manuais.

 

Para transformar o valor da MOD em número de trabalhadores, basta dividir o montante pela jornada mensal e pelo custo médio da MOD (assumimos que seja o custo horário do pedreiro):

Com esse efetivo de 447 trabalhadores, calcularemos as instalações de canteiro de acordo com os dados históricos referenciais.

Dimensionamento das instalações

Viu como tudo é uma questão de lógica e de método?

Você tem uma tabela similar que possa compartilhar?

[Obrigado, Luciana Reis, por me fornecer seus dados coletados ao longo dos anos.]