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Você sabe que quando o assunto é a formação de engenheiros, a Escola Politécnica da USP é uma referência nacional, certo?

Isso porque há mais de um século, essa instituição vem formando engenheiros, muitos dos quais com destaque na vida política do Brasil e na administração de grandes empresas e de órgãos públicos.

Mas a que se deve todo esse prestígio?

Assim, o post de hoje vai tentar te explicar um pouco dessa história que é tão antiga quanto rica.

A história da Poli-USP

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) foi fundada em 1893 com inspiração nos institutos de tecnologia alemães. 

Essas escolas combinavam o conhecimento matemático e científico com a tecnologia e a inovação. Francisco de Paula Souza foi o fundador da Poli e seu primeiro diretor.

Assim, foi na Poli-USP que começaram a funcionar, em São Paulo, os primeiros cursos de astronomia, de arquitetura e urbanismo, de física, de química e até zootecnia.

Em 1934, a Universidade de São Paulo foi fundada, incorporando diversas unidades de ensino superior, incluindo a Escola Politécnica. No mesmo ano, o Laboratório de Ensaios de Materiais (LEM) da Poli-USP ganhou autonomia e se transformou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Aliás, você sabia que foi na Poli-USP que nasceu o “Patinho Feio”, primeiro computador com circuitos integrados desenvolvido no Brasil e o primeiro da América do Sul? Este vídeo revela mais detalhes sobre esse feito de 1971. Não deixe de conferir!

Contribuição para a construção civil

Na área de materiais de construção, a Politécnica desenvolveu, ainda nos anos 1980, importantes pesquisas na área de durabilidade do concreto.

Na mesma década, a Escola introduziu, de forma pioneira, o ensino de Real Estate, desde a graduação dos engenheiros civis, acompanhado de pós-graduação, pesquisa e serviços à comunidade.

Assim, nos anos 1990, a Poli passou a assumir cada vez mais protagonismo na concepção e implantação da qualidade na construção civil. Dessa forma, o foco se deu sobre a modernização da normalização técnica e sobre o aumento da produtividade nos canteiros.

A participação em dois programas se destacam nesse sentido. O Programa da Qualidade da Construção Habitacional do Estado de São Paulo (Qualihab), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, instituído em 1996, e o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades.

No vídeo abaixo você tem a oportunidade de assistir a um simpósio realizado pela Poli sobre Práticas Inovadoras no Ensino e Aprendizagem em Engenharia. Não perca porque é muito interessante.

A Escola Politécnica nos dias de hoje

A Poli-USP conta atualmente com mais de 4.500 alunos de graduação. 

Ao todo são mais de três mil alunos de mestrado e doutorado. Assim, a Politécnica é uma das mais importantes instituições que formam docentes universitários na área de Engenharia. Atualmente, a Escola conta com mais de 900 pessoas entre docentes e funcionários.

As atividades da Poli se distribuem por nove prédios na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista, num total de 141.500 metros quadrados de área construída.

Na graduação, são oferecidos 17 cursos,  agrupados em quatro grandes áreas da engenharia: Civil, Elétrica, Mecânica e Química.

Já os cursos de mestrado, mestrado profissionalizante e doutorado da Poli estão distribuídos em 12 programas.

Escola Politécnica da USP

A Escola está organizada em 15 departamentos:

  • Engenharia de Computação e Sistemas Digitais;
  • Engenharia de Construção Civil – Foca a cadeia produtiva da indústria da construção civil, buscando solucionar os gargalos tecnológicos do setor, particularmente em relação a produtividade, sustentabilidade e qualidade de seus produtos e processos. Conta com oito laboratórios;
  • Engenharia de Energia e Automação Elétricas;
  • Engenharia de Estruturas e Geotécnica;
  • Engenharia Hidráulica e Ambiental;
  • Engenharia Mecânica;
  • Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos;
  • Engenharia Metalúrgica e de Materiais;
  • Engenharia de Minas e de Petróleo;
  • Engenharia Naval e Oceânica;
  • Engenharia de Produção;
  • Engenharia Química;
  • Engenharia de Sistemas Eletrônicos;
  • Engenharia de Telecomunicações e Controle;
  • Engenharia de Transportes.

Abaixo você pode conferir um vídeo institucional com dados atualizados a respeito da Escola Politécnica, a forma como desenvolve projetos e seus laboratórios.

Algumas curiosidades interessantes

  • Você sabia que a Escola Politécnica da USP possui nove bibliotecas? O acervo total é de 691.670 volumes. O acesso às revistas eletrônicas abrange uma coleção de cerca de 100 mil periódicos. Os usuários das bibliotecas têm acesso a 180 bases de dados.
  • 96% dos docentes da Poli têm o título de doutor e 78% trabalham em regime de dedicação integral à Escola.
  • A pós-graduação da Poli teve início em meados da década de 1950. Desde então foram titulados 2.987 doutores e 6.679 mestres. Devido a esses números, a Escola Politécnica é considerada um dos maiores centros brasileiros de pós-graduação e o maior na área de Engenharia.
  • Arquitetos como João Batista Vilanova Artigas, assim como ex-governadores e prefeitos como Mário Covas e Francisco Prestes Maia se formaram na Poli-USP.

Como ingressar na Escola Politécnica da USP?

A Escola Politécnica da USP oferece anualmente 870 vagas para seus cursos de graduação.

Desse total, 87 vagas são reservadas para quem optar pelo Sisu como forma de ingresso, sendo 51 de ampla concorrência, 21 para alunos de escolas públicas e 15 para autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

Da mesma forma, as demais 783 vagas continuam a ser disputadas no vestibular da Fuvest, com a seguinte distribuição: 424 em sistema de ampla concorrência e 359 reservadas, sendo 222 delas para estudantes de escola pública e 137 para alunos de escola pública que se autodeclaram preto, pardo ou indígena.

Escola Politécnica da USP

Assim, além do currículo obrigatório, os alunos da Poli podem aderir ao programa de Dupla Formação, instituído com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Dessa forma, por meio deste programa, os estudantes de Engenharia Civil da Poli fazem disciplinas da FAU e vice-versa. A formação acaba sendo mais longa.

Ao todo, são sete anos de estudos. No entanto, agrega ao universitário uma visão profissional mais abrangente, se aprofundando nas questões do projeto, da estética e das ciências humanas, características da Arquitetura e do Urbanismo. Interessante, não?

Considerações finais sobre a Escola Politécnica da USP

Você viu ao longo do post de hoje que a Escola Politécnica da USP tem uma extensa folha de serviços prestados ao desenvolvimento econômico e social do País.

Além disso, um ponto importante é que, além de formadora de bons engenheiros, a instituição sempre manteve um estreito relacionamento com os setores público e privado por meio de parcerias e transferência de conhecimentos.

Escola Politécnica da USP

Dessa forma, para se ter uma ideia, a Poli mantém regularmente cerca de 300 convênios e contratos com empresas públicas e privadas, com autarquias, entidades de economia mista e organizações não governamentais das mais diversas áreas.

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Antes de concluir esse post, gostaria de te indicar alguns conteúdos produzidos pelo Buildin relacionados com o tema de hoje.

Espero que goste. Até a próxima!