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Com forte apelo visual, uma maquete está profundamente associada à arquitetura e à geografia.

Afinal, estamos falando de cópias fiéis em escala reduzida de um projeto de arquitetura, de uma peça de design, da topografia de um terreno etc.

No post de hoje, falaremos mais sobre essas miniaturas que se tornaram peças fundamentais para vender imóveis.

Quer saber mais sobre isso? Continue comigo que te conto:

Por que construir maquete?

Uma maquete pode ser construída por diferentes motivos. Mas a principal aplicação delas é servir para apresentação e divulgação de empreendimentos e de projetos de planejamento urbano.

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Essas miniaturas tornaram-se peças-chave para alavancar as vendas em estandes. É por meio delas que os possíveis compradores conseguem visualizar o volume do prédio, os detalhes da fachada, sua implantação e o entorno.

Não custa lembrar que os consumidores geralmente têm muita dificuldade para compreender plantas, cortes e perspectivas.

Assim, uma maquete bem construída resolve esse problema ao permitir o domínio visual de todo um conjunto espacial.

Além disso, por se tratar de um modelo tridimensional, o modelo cria uma interação única entre quem visualiza e o objeto observado.

E não fica por aí. Você sabia que quando a maquete é confeccionada exatamente de acordo com os desenhos, pode indicar eventuais incompatibilidades existentes nos projetos fornecidos?

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Ou seja, podem auxiliar o arquiteto, a construtora e o paisagista a adequar seus próprios projetos.Isso não é interessante?

Principais tipologias

Eu não sei se você sabe, mas as maquetes estão presentes na história da humanidade desde a antiguidade. Naquela época, no entanto, elas estavam mais ligadas às instalações militares defensivas.

Os egípcios, por exemplo, utilizavam essas reproduções para reconhecimento de territórios.

Os vikings, por sua vez, captavam informações de espiões para reproduzir, em miniatura, as áreas a serem atacadas no território inimigo.

Desde então, esses modelos evoluíram muito, sobretudo com o desenvolvimento de ferramentas de corte mais precisas. Com isso, as maquetes puderam se tornar cada vez mais realistas.

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Hoje, elas podem ser organizadas em três grupos principais:

  • Topográficas: nesse grupo enquadram-se os modelos de terreno, de paisagem e de jardim.
  • De edificação: são as miniaturas de edifícios e de interiores, por exemplo.
  • Específicas: são os modelos de design, de móveis e objetos.

No vídeo abaixo você pode conferir três erros que estudantes de arquitetura cometem ao produzir suas maquetes.

Maquetes físicas

As maquetes podem ser, ainda, físicas ou eletrônicas (virtuais). As do primeiro tipo são mais impactantes e muito utilizadas em estandes de vendas de imóveis.

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Embora haja um crescimento notável das maquetes virtuais, os modelos físicos ainda estão longe de serem extintos. Uma explicação para isso é o impacto que o objeto físico proporciona.

Entre as maquetes físicas, é possível encontrar as voltadas ao desenvolvimento imobiliário e as arquitetônicas.

As maquetes imobiliárias, como o nome indica, são produzidas com foco em estimular as vendas de empreendimentos. Por isso mesmo, são confeccionadas de modo a valorizar os principais atributos do empreendimento.

Já as maquetes arquitetônicas apresentam estudos de volumetria, iluminação e urbanização sem se preocupar com os acabamentos de fachada. Essas peças costumam ser fabricadas para a participação em concursos.

Maquetes eletrônicas ou 3D

As maquetes eletrônicas são produzidas de modo mais breve e econômico, em comparação às físicas. Elas podem ser vistas em papel ou em tela.

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Cada vez mais utilizadas, consistem na criação de ambientes virtuais simulando a realidade e permitindo uma visualização prévia dos projetos antes mesmo da sua execução.

Em outras palavras, têm um papel muito importante para o cliente final, que se sente mais seguro ao visualizar claramente aquilo que ele está comprando.

O avanço da tecnologia permite aos usuários fazer uma navegação virtual por meio de um filme e navegação interativa.

Alguns programas e plug-ins populares para a produção de maquetes eletrônicas são:

  • Sketchup
  • Blender
  • Kerkythea
  • V-Ray
  • 3D Studio Max
  • Archicad
  • SimLab

A depender da exigência, pode ser preciso utilizar mais de um software na confecção do modelo virtual.

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De que forma as maquetes são feitas?

Independente de sua tipologia, a maquete precisa retratar o objeto do modo mais realista possível.

Para tanto, os maquetistas utilizam como referência principal o projeto ou o pré-projeto de arquitetura e de paisagismo.

No caso dos modelos físicos, os profissionais também podem se aproveitar de uma ampla variedade de materiais, com destaque para poliestireno, policarbonato, poliuretano, fibras, metais, madeira e cartão.

Da mesma maneira, os maquetistas também podem se valer de variadas técnicas, das mais artesanais às mais industriais.

Mais recentemente, alguns maquetistas começaram a utilizar as impressoras 3D. Embora ainda não gerem maquetes inteiras, essas máquinas são capazes de produzir peças menores como brinquedos, balaústres, colunas e toldos, agilizando o trabalho.

O vídeo abaixo fala mais sobre as aplicações das impressoras 3D na construção de maquetes. Não deixe de ver.

Custos envolvidos

A quantidade de detalhes, o tipo de material utilizado e as dimensões de trabalho são definidos de acordo com o objetivo ou finalidade da maquete.

Esses fatores também impactam diretamente no custo da maquete física. Há modelos, por exemplo, que contemplam iluminação acionada por botão, enquanto outros podem ser automatizados e conter touch screen.

De modo geral, maquetes para apresentações profissionais ou exposições comemorativas são feitas com material mais resistente, de melhor qualidade e impacto visual, com o máximo de detalhamento. Alguns modelos de alto padrão chegam a custar R$ 250 mil.

Em contrapartida, as maquetes de estudo geralmente são feitas com materiais mais fáceis de manusear, e em geral, de custo mais acessível.

Alguns maquetistas, por experiência, costumam adotar escalas-padrão conforme o tamanho do edifício. No entanto, é preciso considerar, na hora de definir a dimensão ideal da maquete, o espaço disponível para expor a peça.

A escolha da escala, aliás, é decisiva para determinar o nível de detalhamento e o espaço que poderá ser visto.

O vídeo a seguir fala sobre as aplicações e tecnologias utilizadas na produção de maquetes. Confira!

Comentários finais

Ao longo desse texto, você viu que as maquetes são peças fundamentais para a comercialização dos empreendimentos. Dependendo do cuidado como são feitas e do objeto retratado, elas também podem se transformar em verdadeiras peças de arte.

Nos últimos anos, novas soluções tecnológicas vêm impulsionando o uso dos modelos virtuais, que surgem como uma alternativa mais econômica às maquetes físicas.

Esse, aliás, será tema do um outro post. A ideia é detalhar os principais softwares utilizados para a produção desses modelos 3D. Não perca!

Antes de me despedir, gostaria de deixar duas dicas de conteúdos que irão enriquecer a sua experiência. O primeiro deles é um post que explica o que é a arquitetura 3D e como utilizá-la.

Minha segunda recomendação é um texto que apresenta cinco formas como a tecnologia na construção vem mudando a forma de se trabalhar no setor.

Por fim, indico uma referência bibliográfica importante, caso queira se aprofundar mais sobre maquetes. Trata-se do livro “Maquetes arquitetônicas”, de autoria de Wolfgang Knoll e Martin Hechinger, publicado no Brasil pela Editora Martins Fontes. Muito interessante.

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Até a próxima!