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Tecnologias que abreviam o tempo de execução e diminuem a ocorrência de vazamentos sempre foram bem-vindas na execução de instalações hidráulicas e de gás, não é mesmo? Foi justamente essa busca por racionalidade que levou ao desenvolvimento do sistema de tubulação de polietileno reticulado (PEX).

Esta tecnologia é o tema do nosso post de hoje.Continue conosco para saber mais.

Condução de água quente e fria

Você sabe que as instalações hidráulicas são, tradicionalmente, alvo de reclamações no pós-ocupação, certo? Isso torna mais do que oportuno que projetistas e fabricantes de tubos e conexões dediquem esforços para assegurar maior acessibilidade e estanqueidade aos sistemas prediais.

É nesse contexto que o PEX se insere. Utilizado no Brasil desde os anos 1990, essa tecnologia permite reduzir a quantidade de conexões, como joelhos e cotovelos, dando a possibilidade de abreviar o tempo de execução em até dez vezes em relação ao sistema convencional de PVC.

Bastante difundido na Europa e na América do Norte, o PEX permite a condução tanto de água fria como quente. Também é utilizado para compor sistema de aquecimento por piso radiante e para instalações domésticas de gás.

A tecnologia é compatível com diversos sistemas construtivos, incluindo alvenaria e drywall. Ele vem sendo aproveitado principalmente em construções de larga escala, tais como hotéis, hospitais e edifícios comerciais e residenciais. 

Como o PEX funciona?

O sistema flexível PEX se assemelha a uma instalação elétrica. A instalação é feita com a inserção do tubo flexível dentro de um tubo-guia (rígido ou corrugado) a partir de um quadro, denominado manifold, até os pontos de consumo, sem derivações. Esse distribuidor pode ser de cobre ou latão e contar com duas, três ou quatro saídas. Da mesma forma, ele também pode ser associado a outros manifolds ou ligar-se diretamente à prumada.

PEX

O ponto fundamental é que, ao reduzir o número de conexões como joelhos e cotovelos para fazer a maior parte das curvas, a probabilidade de ocorrer vazamentos diminui.

Além disso, a presença de uma espécie de eletroduto torna mais fácil o acesso ao sistema. Isso significa que se algum ponto de utilização apresentar problemas, basta retirar o ramal correspondente, efetuar os reparos e passá-lo novamente.

A tubulação PEX é confeccionada com polietileno de alta densidade submetido à reticulação. Ou seja, são tubos de polietileno reticulado.

Esse processo consiste na eliminação do hidrogênio do composto, fazendo com que as novas ligações espaciais sejam formadas apenas por carbono. 

PEX monocamada e multicamada

Em maio de 2011 foi publicada, no Brasil, a ABNT NBR 15.939/2011 – Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado (PEX).

PEX

O texto técnico é dividido em três partes. Assim, a primeira especifica aspectos gerais dos produtos que compõem os sistemas de tubulações. A segunda estabelece procedimentos para projeto de PEX. Já questões referentes a procedimentos de transporte, armazenamento, manuseio, montagem e instalação estão descritos na terceira subdivisão da norma.

O PEX é comercializado nas versões:

  • Monocamada – utilizado para instalações de água fria
  • Multicamada – utilizado para instalações de água quente. Nesse caso, os tubos são fabricados com uma camada de alumínio em seu interior.

Confira neste vídeo um passo a passo bem didático que mostra a instalação do sistema PEX.

Principais vantagens associadas ao PEX

  • Menor risco de vazamentos por conta da redução de conexões.
  • Pode ser usado de forma convencional ou compondo kits hidráulicos pré-montados, abreviando ainda mais o tempo de instalação e a demanda por mão de obra. Essa, aliás, é uma tendência que temos visto em construtoras que preocupadas em atender aos cronogramas e em reduzir a quantidade de itens a gerenciar.
  • Como o PEX é flexível, o caminhamento da tubulação é mais simples.
  • Como ocorre em tubulações rígidas, o PEX pode ser instalado com ramais, sub-ramais, joelhos e conexões em “T”. Nesse caso, o sistema pode apresentar algumas vantagens em relação ao PVC e ao cobre, como a absorção das pressões causadas pelo golpe de aríete e a possibilidade de fazer o percurso da tubulação com o próprio tubo.
  • Pode ser utilizado em combinação com outros sistemas como o PVC e o CPVC.
  • O raio de curvatura mínimo do polietileno reticulado é de dez vezes o diâmetro exterior. Quando usados curvadores de alumínio, o raio é de aproximadamente cinco vezes o diâmetro.
  • Para diâmetros iguais, os tubos PEX são cerca de sete vezes mais leves que os de cobre.
  • Resistência a altas temperaturas: 90°C permanentemente com ocasionais picos de 110°C por até 48 horas.
  • O menor coeficiente de condutibilidade térmica torna praticamente impossível o congelamento dentro da tubulação PEX.
  • O sistema oferece fácil manutenção e redução de entulho pela possibilidade de reparo sem quebra de paredes.
  • Diminuição do desperdício durante instalação.
  • Instalação adaptável a todo tipo de projeto, seja em gesso acartonado ou em alvenaria convencional.

No vídeo abaixo você pode conferir um exemplo de uso de PEX em instalação de gás.

Recomendações para o projeto com tubulação flexível

Para que todas essas vantagens apareçam, o uso do PEX deve estar respaldado em um projeto que considere o seu uso, em produtos que atendam aos requisitos das normas técnicas vigentes.

PEX

Por isso, o projeto de instalações precisa considerar uma série de elementos, desde a análise da necessidade de consumo, até a seleção do tipo de sistema de aquecimento e o traçado da rede de distribuição

Assim, uma estratégia bastante válida para elevar a produtividade no canteiro e reduzir custos é tirar proveito da repetição de trechos. Afinal, isso pode ser decisivo para viabilizar a utilização do PEX.

Instalação sem erros

Por ter uma instalação muito simples, o PEX pode ser montado por instaladores menos qualificados.

No entanto, isso não significa que a instalação possa prescindir de alguns cuidados. 

Entre eles destacam-se: o correto aperto das conexões, a alocação adequada dos terminais (evitando sujeitar as tubulações a tensões decorrentes da acomodação à parede) e a realização do teste de estanqueidade com pressurizador com manômetro. Tal prática permite identificar e sanar eventuais vazamentos.

Uma das falhas de instalação mais comuns quando se fala em tubulação PEX é não seguir as orientações do projeto com relação ao uso das braçadeiras de ancoragem.

Considerações finais sobre instalações com tubulação PEX

No post de hoje você pode conhecer mais sobre o sistema PEX para instalações hidráulicas e de gás. Trata-se de uma tecnologia com enorme potencial para tornar o canteiro de obras mais racional, desde que seja bem projetada e executada.

Mas antes de encerrar gostaria de indicar a você a leitura de alguns conteúdos originais publicados pelo Buildin:

E se você quiser aprofundar ainda mais seus conhecimentos, sugiro, ainda, a leitura do e-book “Drywall + PEX: O início”, de Erickson de Lima Arving, à venda nas principais livrarias on line. 

Outra leitura interessante é o trabalho de Caroline Souza, “Aspectos econômicos e hidráulicos da utilização do PEX como alternativa em projetos de instalações hidráulicas prediais“. 

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Até a próxima!