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O piso elevado está entre as soluções construtivas que mais se difundiram nos últimos anos no Brasil, não é mesmo? Você sabia que essa tecnologia foi criada para atender a demanda por acesso ao cabeamento estruturado em salas técnicas e em centros de processamento de dados?

Desenvolvido nos anos 1950, esse sistema vem ampliando suas aplicações, especialmente em ambientes corporativos, onde flexibilidade para mudanças de layout e agilidade de execução são imperativos.

Atualmente com diversos tipos disponíveis, o piso elevado também adquiriu protagonismo no retrofit de prédios antigos, em apartamentos e em áreas externas.

Vamos falar mais sobre isso a seguir. Siga conosco!

Como os pisos elevados funcionam?

O piso elevado é composto de placas modulares que são encaixadas sobre pedestais, deixando um vão entre o contrapiso e o piso. Ou seja, ideal para a passagem de cabos. Esse espaço possibilita a passagem do cabeamento do empreendimento, como os cabos elétricos, de dados e de energia, por exemplo.

As placas podem ser retiradas facilmente, de qualquer ponto do ambiente, para a manutenção dos cabos. Além disso, podem ser reaproveitadas na mudança de ambientes e espaço físico.

Sobre o piso elevado podem ser utilizados diferentes tipos de acabamentos, como piso laminado, carpete em placas, o porcelanato e o granito. Também há revestimentos produzidos a partir de material reciclável, que podem ser compostos por diferentes pigmentos como se fosse um granilite.

Vantagens associadas ao sistema de pisos elevados

  • Instalação rápida e limpa;
  • Permite solucionar irregularidades nos contrapisos com facilidade;
  • Organiza e acomoda a rede de instalações no vão formado entre a laje e o piso;
  • Tem fácil montagem e desmontagem em eventuais mudanças de layout;
  • Pode incorporar sistema de ar-condicionado insuflado. Em vez de os dutos passarem por cima do forro, eles podem ser incorporados no leito do elevado.

Tipos de piso elevado

piso elevado

O mercado disponibiliza múltiplos tipos de pisos elevados. Além dos tradicionais pisos elevados com estrutura de aço, há os pisos monolíticos moldados in loco, além de modelos com suportes telescópicos para rochas naturais.

Estes últimos são mais voltados a aplicações externas, como em varandas, pátios e coberturas.

Em ambientes corporativos, os pisos elevados mais utilizados são os removíveis.

A especificação dos pisos elevados deve ser pautada na análise crítica de itens como a necessidade do usuário em relação à infraestrutura de cabeamento; o pé-direito do ambiente; a resistência a cargas fixas (como os mobiliários) e móveis (tráfego de pessoas); a alocação e a organização dos cabos de voz e dados em eletrocalhas ou não; além da escolha do revestimento, que, além dos aspectos estéticos, deve considerar requisitos técnicos, como os desempenhos térmico e acústico.

Os produtos podem se diferenciar, também, com relação à produtividade no canteiro. Como referência, a colocação de um piso elevado produzido com componentes de termoplástico de alta resistência pode ser feita a uma velocidade de 300 m²/dia, enquanto os sistemas metálicos mais antigos, por serem mais pesados, podem demorar até sete vezes mais.

O vídeo a seguir conta um pouco da história do piso elevado e sua importância em ambientes corporativos. Confira!

Como especificar piso elevado

A escolha do piso elevado deve considerar a análise de aspectos técnicos, além dos estéticos. A altura dos pedestais que apoiam as placas é definida de acordo com a necessidade do projeto, por exemplo, em função da altura de encanamentos.

Para escolha do piso é necessário, ainda, saber o tipo de tráfego e o que vai ser instalado sobre ele. Também deve-se verificar se a área já é rebaixada para receber o piso elevado.

Os revestimentos são normalmente sustentados por suportes de altura variável e ajustável, os chamados suportes telescópicos, que sustentam as placas do piso elevado e mantêm a superfície externa nivelada, mesmo que haja desníveis abaixo. Os suportes ou pedestais têm altura variável, de 4 cm a 50 cm. Ambientes como centros de processamento de dados e salas de controle podem exigir vãos maiores, em função da infraestrutura necessária no entrepiso.

Com modelo de piso e revestimento escolhidos, é preciso definir a forma como as instalações serão alocadas nos vãos. O projeto dessas instalações é indispensável para esse tipo de tecnologia, e varia de acordo com o tipo de estrutura do piso.

O sistema deve atender a requisitos como resistência a cargas verticais, carregamento de energia estática, etc. Também deve estar em alinhamento com as normas técnicas vigentes, caso da ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho.

Para estabelecer o desempenho de um piso elevado, deve-se atentar à carga máxima de segurança.

Piso elevado para áreas externas

Assim como ocorre em  espaços externos, o piso elevado também pode facilitar a passagem e a manutenção da infraestrutura em espaços a céu aberto (como áreas comuns de condomínios) e em áreas molháveis (varandas).

piso elevado externo

Nesses casos, o sistema facilita a passagem e manutenção das tubulações de irrigação, água e esgoto. Sem contar que dispensa o ralo aparente.

Outras vantagens atribuídas ao piso elevado externo são:

  • Permitir que o paisagismo esteja nivelado com a circulação do pedestre. Com isso, dispensa-se a construção de muretas, por exemplo;
  • Por ser uma solução construtiva mais leve, reduz cargas sobre estruturas e fundações;
  • O piso elevado usado em áreas externas  permite o uso de qualquer tipo de revestimento desde que ele seja antiderrapante e adequado para aplicações externas;
  • O piso cria um colchão entre a laje e o piso para a passagem de instalações hidráulicas e sistemas de drenagem, facilitando o acesso às instalações em caso de manutenções;
  • Diminui a suscetibilidade a patologias como eflorescências nas placas de granito.

Tipos de piso elevado para áreas externas

A indústria oferece diferentes tecnologias para a construção de pisos elevados externos. Então, entre as mais usuais, estão as que usam pedestais de polipropileno e placas de granito instaladas. Assim, contam com juntas abertas diretamente sobre os suportes.

Há, também, o sistema no qual os pedestais recebem uma placa plástica e, sobre elas, é feito o intertravamento das chapas de revestimento.

Mais recentemente, vem despontando como tendência a tecnologia que aproveita o vão do piso elevado para acomodar um sistema para captação e retenção de água da chuva. Por isso, esse tipo de solução funciona como uma pequena cisterna abaixo do piso.

Ele permite o reaproveitamento da água para a irrigação dos jardins. Além disso, também pode contribuir  para reduzir a sobrecarga no sistema de drenagem urbana.

Neste vídeo você pode saber mais sobre vantagens, desvantagens e aspectos relacionados à manutenção de pisos elevados em condomínios.

Comentários finais sobre piso elevado

Ao longo do post de hoje, você pode conhecer mais sobre o piso elevado, incluindo suas principais características e aplicações.

Então, você viu que essa solução carrega em si um enorme potencial para racionalizar as obras. No entanto, ela não pode prescindir de  especificações de desempenho adequadas às condições de utilização.

Assim, antes de concluir, gostaria de te indicar alguns conteúdos bastante interessantes produzidos pelo Buildin.

Recomendo também a leitura de “Tecnologia construtiva de piso elevado para áreas externas de edifícios”. Trata-se de um boletim técnico da Escola Politécnica da USP. Foi preparado pelos engenheiros Maurício Bernardes e Mércia Maria Semesato Bottura de Barros.

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Até a próxima!