9 Abril 2018

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5 motivos para realizar o planejamento de obras em plataformas BIM

Original de Buildin
Planejamento de Obras - BIM
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Este post foi escrito por BIM na Prática, parceira do Buildin e empresa referência em capacitação profissional na tecnologia BIM. Para acessar o texto “5 motivos para realizar o planejamento de obras em plataformas BIM” na íntegra, clique aqui.

Entenda de forma simples como o planejamento de obras em plataformas BIM pode ser muito mais eficaz do que maneiras convencionais.

Assim como falamos no nosso post sobre Orçamento de obras, praticamos o planejamento rotineiramente. Seja numa viagem a passeio ou até mesmo numa ida ao supermercado. O orçamento de obras nos diz quanto a obra vai custar, não é mesmo?

Isso está diretamente ligado ao prazo da obra, soluções construtivas, logística do canteiro, produtividade das equipes e uma série de outras estimativas, que resultam no que chamamos de planejamento de obras. Isso significa que planejamento e orçamento de obras andam juntos. E devem ser trabalhados paralelamente para que tenhamos uma boa gestão da construção.

O planejamento de obras e seus subprodutos

O planejamento de obra, como se conhece no mercado, diz respeito ao sequenciamento de atividades necessárias para a construção, estabelecendo relações de interdependência entre elas. Como assim?

Por exemplo: em um sistema construtivo convencional normalmente as instalações hidráulicas são embutidas nas alvenarias. Isso significa que as instalações hidráulicas de um banheiro só serão iniciadas depois que a parede deste banheiro foi erguida. Se a parede atrasar, a instalação atrasa. Se a instalação atrasa, o reboco atrasa, e com ele todas as atividades que dependem dele.

Essa sequência construtiva é definida como plano de ataque. Em um edifício com uma série de pavimentos tipo, o ideal é estudar a melhor sequência executiva possível. Ela será replicada para os demais pavimentos considerando a melhor alocação possível de equipes.

Ao estabelecermos uma relação entre todas a as atividades necessárias para a construção de uma obra, conseguimos visualizar o prazo final da construção, o qual influencia diretamente o orçamento. Como? Uma obra tem custos fixos mensais (consumo de água e energia, corpo técnico, aluguel de equipamentos). Com a variação do prazo de obra, variam também estes custos.

É importante ressaltar que nem sempre menor prazo é o que as construtoras procuram. Há empresas que optam por aumentar o prazo de obra, diluindo os custos mensais, de forma que o desembolso mensal ao longo da construção fique dentro do planejamento do fluxo de caixa da empresa.

Esse estudo de desembolso mensal é feito quando fazemos o link entre o planejamento de obras (sequenciamento) e o orçamento. Dessa forma sabemos o que será executado, quando, e quanto vai custar: temos o cronograma físico-financeiro.

E onde o BIM entra nisso?

Um modelo tridimensional munido de informação, permite a interligação do cronograma de obra (normalmente feito no MS Project) com os elementos deste modelo. Desta forma temos um planejamento 4D: além das 3 dimensões, cada elemento traz consigo a informação de quando e por quanto tempo será construído.

Esse link é feito em softwares BIM orientados à gestão como o Navisworks da Autodesk, ou ainda o VICO, que fornece uma tecnologia diferenciada de planejamento 4D, baseada nos conceitos de produtividade de equipes e linha de balanço.

Fica evidente aqui a interoperabilidade entre softwares. Já que enquanto alguns têm o foco na criação do modelo, outros têm o objetivo de operá-lo com foco na gestão da construção.

No VICO, por exemplo, é possível traçar o planejamento diretamente na linha de balanço, utilizando comandos gráficos para ajustes de prazo. Ao arrastar a linha de uma atividade para uma data específica, o software calcula automaticamente a  produtividade necessária para cumprimento de tal prazo.

Planejamento de Obras - BIM

Modelo pode ser fragmentado conforme etapas do planejamento (Fonte: NdBIM)

5 motivos para realizar planejamento de obras em BIM

Agora que você entendeu o que é o planejamento de obras e como o BIM pode ser usado neste mesmo planejamento, vamos a conexão de ambos os pontos:

   1) Compatibilização de projetos: em resumo, pode-se dizer que o BIM facilita muito o trabalho de compatibilização de projetos, seja pela possibilidade de automatização de detecção de interferências quanto pela própria visão espacial. Projetos mais compatíveis diminuem a possibilidade de imprevistos na obra e melhoram a assertividade do planejamento.

   2) Quantitativos: muito embora essa vantagem seja mais associada ao orçamento, uma maior precisão nos quantitativos também significa maior precisão do planejamento, já que o prazo é consequência direta da quantidade X produtividade.

   3) Facilidade de compreensão: uma visualização espacial/sequencial da obra sendo construída torna muito mais fácil entender o que está sendo planejado do que através de um cronograma de Gantt, ou até mesmo de uma linha de balanço. Isso facilita também a elaboração de planos de contingência caso a execução esteja se distanciando da meta planejada.

  4) Planejamento de canteiro: um planejamento 3D permite a simulação de alocação de equipamentos no canteiro ao longo da obra, bem como depósito de materiais e consequentemente simulações de logística.

  5) Marketing: além de todas as vantagens técnicas, simulações 4D são comumente utilizadas como uma forma de marketing em apresentações para investidores e clientes, como uma amostra do alto nível tecnológico do planejamento que será empregado na construção.

Muito além do planejamento

Além disso, é sempre importante frisar que o BIM é muito mais do que uma metodologia de projeto, orçamento ou planejamento. BIM é uma nova forma de se enxergar a concepção de uma construção, podendo atuar em todo o ciclo de vida de um projeto.

A própria adoção do BIM já vai ao encontro de diversos conceitos de planejamento: investe-se mais tempo na resolução de projetos e estratégias de construção, do que na remediação de problemas decorrentes justamente da falta ou da baixa qualidade da informação.

Gostou deste artigo? Então você também pode se interessar em saber mais sobre BIM neste post!

Aproveite e assista ao Buildin Entrevista sobre a tecnologia BIM! Alexandre Müller, engenheiro civil da equipe do BIM Na Prática, falou sobre BIM e ofereceu dicas relevantes para aqueles que querem conhecer melhor essa tecnologia.

SOBRE O AUTOR

Guilherme Pelizza

Engenheiro Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha com gestão da construção desse 2012. Em 2015 co-fundou a Integra Construção Inteligente, que aplicava BIM para soluções de compatibilização de projetos, orçamento e planejamento de obras. Por dois anos atuou como coordenador de projetos na Canteiro AEC, gerenciando e compatibilizando projetos utilizando BIM. Hoje atua como autônomo.

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BIM Na Prática

Resolvemos descomplicar os termos sofisticados e desmistificar os conceitos por trás do BIM. Nossas experiências no Brasil, EUA e Europa nos fizeram entender o que funciona e o que não funciona no BIM. Não temos todas as respostas. Mas resolvemos compartilhar nosso conhecimento e nossa paixão pelo tema.

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